sábado, 18 de setembro de 2010

Palavras, apenas palavras

Passaram-se algumas semanas, umas duas ou três se não me engano. Eu havia conseguido um estagio no jornal da cidade, eu ficava com a parte chata, ajudava a corrigir as matérias, olhar se estava tudo correto e encaminhar para o editor chefe.
Quando tive um tempinho fui comprar um café em uma modesta lojinha de esquina, aproveitei para pedir alguns bolinhos também. Pedi o meu café para a viagem, com leite e muito greme. Foi quando ouvi uma voz de alguém que estava sentado do meu lado:
- O capuchino com caramelo é muito melhor. Mas pede sem açúcar se não pode ter uma overdose de açúcar.
Ele pegou um pacote com a garçonete, parecia conter umas rosquinhas, deu um sorriso de ladinho e saiu.
Fiquei anestesiada, era o cara perfeito de cabelo cor de bronze. A sua voz era tão perfeita quando ele, aveludada parecia uma orquestra perfeita de tão afinada.
Observei-o sair. Não era um andar qualquer, era um andar digno de uma passarela. Voltei os olhos para a garçonete e chamei-a:
- Por favor, pode trocar o meu pedido? Um capuchino com caramelo, mas sem açúcar para viagem, por favor.
A garçonete abriu um sorriso irônico e me entregou um saco com os biscoitos que havia escolhido.
Voltei ao trabalho, calmamente saboreando o meu café com caramelo, eu tenho que admitir, era realmente muito bom.
Fiquei dias imaginando se o veria de novo. Fui varias vezes ao café, atravessei a mesma rua, mas, nada, não consegui vê-lo de novo por semanas.

Marcela Alves

Continua...

2 comentários:

♪ Nαdine. disse...

Capuchino com avelã também é bom *-*


Tô gostando, ansiosa pela continuação haha
beijo grande!

Thiara Ribeiro disse...

Esse tal destino é mesmo uma coisa surpreendente! ^^

;****